Autopista confirma investimento de R$ 170 milhões nos próximos cinco anos

A próximas reunião do grupo será dia 11/11, às 10h, na sede do Conisud e dia 30/11 haverá audiência pública na Câmara Municipal de Embu das Artes

O plenário Mestre Gama, ficou lotado na manhã da quarta-feira (30/10). O prefeito de Embu das Artes e presidente do Consórcio dos Municípios da Região Sudoeste de São Paulo (Conisud) Chico Brito, e o presidente da Casa, vereador Doda, receberam representantes e técnicos das cidades que participam do consórcio e encontram-se ao longo da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), da Auto Pista Régis Bittencourt – Arteris (administradora da rodovia Régis Bittencourt ), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vereadores e a sociedade civil. O tema principal foi a implantação de alças de acesso na Régis Bittencourt no quilômetro 277 (Embu das Artes) e demais obras previstas para a rodovia, que atravessa 17 municípios.

Para Chico Brito a reunião desmistifica a ideia de que ANTT e Autopista estão fugindo do debate. "Tem que dialogar, queremos participar ativamente das decisões, saber se essas obras resolvem nossos problemas de mobilidade e qual o prazo de entrega dessas obras", enfatizou. Doda lamentou a ausência do executivo de Taboão da Serra e salientou que "ninguém está numa ilha, precisamos fazer a gestão compartilhada dos nossos problemas, porque juntos teremos uma solução melhor para nossa população", destacou.

Nelson Bossolan, diretor executivo da Arteris/ Autopista Régis Bittencourt apresentou os investimentos já realizados e futuros na região entre Taboão da Serra e Juquitiba. Neste trecho, a Rodovia receberá investimentos de cerca de R$ 170 milhões nos próximos cinco anos, em obras como a implantação de 20 quilômetros de vias marginais entre Taboão da Serra e Itapecerica da Serra, a implantação de trevos em desnível e a manutenção da via. Segundo o representante da Arteris, o conjunto de obras deverá ser entregue até 2017.

Alça de acesso no km 277

Bossolan informou, ainda, que os investimentos para a alça de retorno no km 277 estão aprovados e vigentes no contrato de concessão. Ele ficará próximo ao Rodoanel e atenderá tanto os municípios de Embu das Artes quanto o de Taboão da Serra.

“Embu das Artes nos enviou um estudo de implantação para o retorno ainda no início da concessão, onde foi prevista a implantação de um retorno no KM 276, mas por inviabilidade técnica (teria que desapropriar a empresa de produtos químicos Búfalo) o próprio município transferiu o local de implantação e nós assim o acatamos. Essa obra ficará ao lado da empresa Daisa e o impacto de desapropriação é bem menor, seria um contrasenso construí-la em outro local”, disse Bossolan.

De acordo com o diretor executivo da Arteris, a implantação de retornos ao logo da BR depende exclusivamente dos municípios que devem apresentar estudos técnicos indicando a viabilidade do projeto à Autopista. “O que a gente esperava desse evento, era que fossem apresentadas propostas técnicas para resolver essa situação. Como marcaram uma nova reunião para o dia 7 (novembro) lá no Conisud eu acho que seria interessante o município de Taboão trazer propostas que sejam factíveis e que atendam soluções urbanas do município, adequadas com o traçado da rodovia”, disse.

Sobre a alça de retorno no km 276 (também no município de Embu das Artes), a ANTT informou que não há verba prevista para viabilizar a construção. Os representantes da Autopista disseram que não será possível implantar o dispositivo devido ao alto custo de desapropriações, principalmente da empresa Búfalo. “No contrato de concessão não tem previsão alguma de dispositivo de retorno para ser executado pela concessionária [em Taboão]”, disse Nelson Bossolan.

 

Para a construção de um retorno em desnível, segundo Nelson Bossolan, é necessário o investimento de R$ 15 milhões.

R$ 1,5 bilhão em pauta

O presidente do Conisud afirmou que está preocupado com todo o trecho de concessão. “A BR116 hoje, de Taboão da Serra até Juquitiba, é praticamente uma avenida. A população se utiliza dessa rodovia para circular entre as nossas cidades do Consórcio. E botar pedágio, e pedágio caro, é penalizar a nossa população. Outro ponto é que pedágio caro impacta diretamente no custo das mercadorias, pois 90% do transporte de mercadorias é feito pelas estradas. Nossa preocupação é com todo o trecho de concessão. Não há como resolver problemas de infraestrutura do país sem que haja a participação da iniciativa privada.Estamos unidos para que todas as obras que estão em contrato aconteçam”, disse Chico Brito.

Chico Brito questionou o representante da Arteris sobre a alça de acesso do rodoanel, que impacta nossa região. Segundo Bossolan, essa solicitação já avançou para uma conversa entre a Autopista, ANTT e Dersa e se encontra em processo de complementação da alça, com melhorias. "Tecnicamente, precisa de um prolongamento da alça e a Dersa já assumiu compromisso de construí-la. Está em fase de tomada de preço", afirmou.

O presidente do Conisud afirmou, por último, que o consórcio trouxe a concessão inteira para o debate: "Temos R$ 1,5 bilhão em pauta e vamos acompanhar passo-a-passo. Vamos trabalhar com o imprevisível e trazer as outras concessões, como Eletropaulo, Sabesp, telefonia, Comgás, entre outras, para o debate, para acertar os cronogramas". Segundo técnico da Arteris, a "remoção de interferências", como postes de energia, telefonia, gás, TV a cabo, água nem sempre acontece dentro do cronograma previsto pela concessionária, o que atrasa a obra.

Paulo Félix, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que “Taboão está rebelada e não abre mão do retorno”. “A BR é um ônus pra nós, vamos ter que conviver com ela, ela separa, divide, segrega, mata e retira a autonomia do município. Nós queremos os dois retornos. Não se sintam surpreendidos se a BR parar”, avisou.

Obras em 2014

Serão implantados 20 quilômetros de vias marginais entre Taboão da Serra e Itapecerica da Serra, dando vazão ao trânsito local muito adensado nos últimos anos. Taboão terá 6,3 quilômetros de vias paralelas, Embu das Artes 8,2 quilômetros de vias marginais e Itapecerica da Serra 3,3 quilômetros.

Com início previsto para março de 2014, a região terá mais oito retornos em desnível. Itapecerica da Serra ganhará três retornos em desnível, sendo instalados nos km 288, km 292 e km 297,6. São Lourenço da Serra terá a implantação de retornos nos km 305 e no km 312,2. Juquitiba terá dois dispositivos: km 322,2 e no km 332. Em Embu das Artes O retorno no km 277,6, em Embu das Artes, não tem data para o início das obras.

A Arteris informou, também, a construção de mais 17 passarelas ao longo do trecho entre os municípios de Taboão da Serra e Juquitiba. O contrato de concessão prevê a construção de 50 passarelas distribuídas ao longo da rodovia. Bossolan também informou que as passarelas em Embu das Artes serão iluminadas ainda este ano.

Outro destaque é a implantação de quatro obras de combate a enchentes, nos km 273,3 (Taboão da Serra), km 283,2 e km 284 (Embu das Artes); e km 286,4 (Itapecerica da Serra).

 

 

 



 

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